Sobre o crítico de arte

Pierre Santos

    Já formado em Filosofia e Direito, tornou-se Crítico de Arte e Professor de Crítica e História da Arte por orientação de seu mestre Alberto da Veiga Guignard. Cativado pelo estreito laço de amizade, Guignard o nomeou seu Procurador e, posteriormente, Diretor Executivo da Escola, ao seu lado como Diretor Presidente. O mestre com seu renomado nome, ainda no inicio década de 50, ajudou a conseguir para seu amigo uma bolsa de estudos na França, onde viveria durante anos.

Naquela ocasião conviveu com artistas importantes da época, sobre os quais escreveria apresentações de catálogos e outros artigos em jornais. Foi uma época em que Paris derretia os olhares do mundo, na “renascença” do pós-guerra, repleta de arte e glamour. Durante a pós-graduação em História da arte na França, teve a orientação de um dos maiores especialistas em arte da época, René Huyghe, Diretor do Museu do Louvre e autor de sucessos como “O poder da imagem”.

   

    O Prof. Pierre defendeu sua tese de mestrado com o livro “Giotto, o retorno da arte para a vida”. Mais tarde apresentou outra tese: “O Amanhecer da Arte Cristã”, estudando durante meses os símbolos cristãos em afrescos das catacumbas. Suas teses, em forma de livros, foram publicadas em Paris e mais tarde pela UFMG, em edição própria. 

 

    Depois, na Itália, exerceu a função de Guia no Vaticano e auxiliou em restaurações de várias igrejas. De volta ao Brasil, começou a exercer funções de crítico e a lecionar Crítica e História da Arte na escola onde era diretor junto com Guignard, bem como na Escola de Belas Artes da UFMG, deixando  inúmeras contribuições acadêmicas como diretor do Centro de Pesquisa na reitoria da UFMG.

   

    Participou de diversos movimentos políticos e intelectuais e foi criador e diretor da revista Coluna; colaborou no Suplemento Literário, no Estado de Minas, na revista O Cruzeiro, etc. Traduziu dezenas de livros para editoras como Difusão Europeia do Livro, de São Paulo, Itatiaia, de Belo Horizonte, etc. Uma de suas traduções mais famosas “O Correio Sul”, de Antoine de Saint-Exupéry. Escreveu em poesia “Invenção da Rosa” e “Ilha Sonâmbula”, entre outros. Julgou centenas de salões de arte, entre eles alguns ao lado do próprio mestre Guignard, e promoveu diversos cursos de extensão, bem como viagens a museus na Europa.

   

    O Professor Pierre, pela eterna lembrança do amigo que teve, incumbiu-se do trabalho de catalogar suas obras. Hoje, como Presidente da Fundação Guignard, Pierre revela ao mundo a grandiosa beleza da arte de Alberto da Veiga Guignard, o grande mestre da arte do Século XX.

 

Igor Nigri Santos

Diretor Pierre Santos, em pé, atrás de Sara Ávila e Conceição Piló, sentadas, assiste a uma aula do Professor Guignard.